domingo, 20 de fevereiro de 2011

Do caminho

Da trilha estreita ao final chegado,
Aos fatigados pés dando alívio,
Envolto do hálito cinza do inverno,
Da imensa visão me apercebo em espanto:

Montanhas, desafios honrosos de antes,
Agora medonhos picos brumosos;
Um rio, dos perigos pensado o mais fácil,
Um tanto mais denso que a imagem criada.

Vislumbro um segundo o deixado.
Na distância risos, conhecidas faces,
Sonoras sereias convidando ao retorno.

Golpeado do sopro implacável do norte,
Esquivando a agudeza do solo,
Em silêncio, exclamo: “É hora de ir!”


Rafael Laurindo

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